O cenário desta guerra é limpo e calmante. O som é agradável, como o canto de pássaros ao raiar do dia. O cheiro é cativante; é puro, suave, doce, quase passando do olfato ao paladar. É incrível - até mesmo incomum - que uma guerra tão difícil e tão longa seja travada em tal cenário. Este lugar chama-se coração.
Todos à minha volta chamam e clamam por mim. O que eles não entendem é que estou lutando, estou no meio de uma guerra. Não posso ser alcançada apenas por um grito, uma voz, um chamado. É necessário que me toquem, me puxem, me ajudem a vencer a batalha. Ou então, apenas deixem-me guerrear. Deixem-me guerrear, pois um dia a batalha acaba, não existem batalhas eternas. Falta-me ainda saber se vou sair triunfante, como vencedora, ou desolada, como perdedora. Espero vencer. Assim como todos os guerreiros, almejo a vitória. Porém, mesmo que eu perca, fiarei feliz por ter terminado uma batalha. E não qualquer batalha. Uma batalha contra meu arqui-inimigo. Uma batalha contra o meu próprio eu.
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(Arqui-inimigo incomum; Dayenne Vieira)

Que isso menina, que talento em ? To impresionada !!!
ResponderExcluirAh, que linda Natália! rs
ExcluirMuito obrigada!