Andava tão suavemente quanto podia, olhava o tempo lá fora e via a vida nascer.
Não queria contratempos ou questões mal resolvidas,
Não aguentava despedidas, mas tolerava as boas vindas - e as boas vidas.
Possuía seu jeito peculiar de andar, de beber, de amar.
Tinha esperança de que um dia o mundo mudaria,
e ao falar disso, só ria - Ah! Como sorria!
Dançava quando podia e tinha poder sobre a dança.
Vivia tocando o céu - não com mãos, mas com esperança.
Olhava tudo ao seu redor, e a tudo fotografava com sua mente brilhante.
Lembrava-se do que viu em sonhos, em vida, em qualquer terra distante.
Abria seus livros e viajava, não nas histórias, mas em suas indagações;
Queria saber todos os "comos" e "porques", e tirar suas próprias conclusões.
Seguia seu rumo sempre que o via, mas nem sempre era o que esperava.
Até sua presença era diferente - era como um abraço, mas sem toque.
Seu gosto musical variava do samba ao blues, do pop ao rock.
Às vezes ela queria gritar, mas não podia.
E mesmo se pudesse, não gritaria. Ela sempre sorria. Só ria.
E quando chorava, seu choro era vencedor.
Lágrimas de quem superou feridas profundas, até mesmo as de amor.
E onde devia, lá ela estava, pronta para o que viesse.
Aos poucos e continuamente, a tristeza ao seu redor perece.
A cada passo que dava, o mundo aplaudia.
Não por um talento incrível, ou um dom excepcional,
e sim por um coração doce e tranquilo, ultrapassando o que se rotula "normal".
"E por acaso, corações merecem aplausos? Que há de mais em corações?"
Ah, e se merecem! E o dela merecia todas as palmas existentes, pois abrigava todas as emoções,
e as razões,
e as canções,
e até prisões.
Das quais só ela sabia libertar.

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