20 de agosto de 2013

Resenha #5: A Seleção (Livro um)


Autor: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Categoria: Literatura Juvenil

Sinopse: Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças de dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.

Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes.
Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.

A Seleção é o primeiro de três livros, narrados em primeira pessoa por America Singer, uma jovem de 17 anos, mas com uma maturidade quase inexistente nessa idade. América é dona de uma personalidade forte, e é um tanto impulsiva - o que causa muitos de seus conflitos ao longo da história. Ela nutre um grande amor por sua família, o que a dá forças para continuar participando da Seleção. Seu relacionamento com a família é lindo, principalmente com May (sua irmã) e seu pai. A personalidade de América é, no mínimo, interessante, diferindo-a das outras trinta e quatro garotas. 
Mas, ela não é digna apenas de elogios. America me deixou com raiva várias vezes durante o livro. Tudo por um motivo: Indecisão. A personagem não decide o que quer para sua vida, oscilando de uma opção à outra, de Aspen a Maxon, a todo o tempo. E, sinceramente, isso é irritante. Mas, ainda assim, por sua personalidade "interessante", America ganhou minha admiração.
Já para o príncipe Maxon, sou só elogios. Seu jeito formal, doce e gentil é extremamente cativante e dá à história aquele ar de "contos de fadas". A maneira como Maxon trata América, com toda gentileza - que nem sempre é retribuída - e com todo cuidado possível é linda. Os diálogos entre os dois são um dos pontos mais interessantes do livro. Quase sempre engraçados e cheios de ironia - principalmente por parte de América -, tais diálogos oscilaram de muito divertidos a tensos.
Aspen, embora não seja meu favorito, não é um personagem ruim, e tenho certeza que muitos que leram A Seleção torcem a favor dele. Aspen é dedicado, cuidadoso e galante, o que o transforma em um ótimo personagem. Mas, ainda assim, torço por Maxon e América.
As conversas entre as concorrentes à coroa (e ao coração de Maxon) são sempre interessantes e à medida que o número de participantes vai diminuindo, a disputa vai ficando mais acirrada - e os diálogos também. Algumas das meninas são odiosas (sinceramente), algumas são toleráveis, e outras (poucas) chegaram a conquistar minha simpatia.
Outro fator interessante são os ataques dos rebeldes ao castelo. Qual o objetivo de tais ataques? Quando acontecerão de novo? Essas foram algumas das perguntas que invadiram minha mente. Os confrontos com os rebeldes renderam um pouco de ação e mistério à história.
Inicialmente, ao ver a sinopse e a capa, pensei que A Seleção fosse um livro juvenil bobo, de princesas ingênuas, castelos e príncipes em cavalos brancos. Descobri que é muito mais que isso. O livro não é nada bobo - apesar de leve - e trouxe várias de minhas emoções para fora. Um romance divertido, intrigante e sem clichês. A escrita é simples, o que facilita o desenvolvimento da leitura. Além do romance, o livro trata de conflitos internos e externos da protagonista. Uma história emocionante, revoltante e apaixonante. 
(Em breve, resenha de A Elite, o segundo livro da trilogia A Seleção)

2 comentários:

  1. Realmente o livro surpreende! O segundo aborda melhor a questão da Revolução e fica ainda mais animado!

    Adorei a resenha!

    Abraços, Isabela.

    www.universodosleitores.com

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    Respostas
    1. Verdade. A Seleção foi empolgante, mas A Elite foi melhor ainda! Ótimos livros :)
      Muito obrigada Isabela!
      Beijos!

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