perde causas irrevogáveis,
cede a dores irresponsáveis.
Faz abandonar causas,
derrubar casas e cortar asas.
Move a tristeza, induz a fraqueza
e mata a destreza.
O medo destrói tudo que um dia existiu,
acaba com a esperança do que ainda existirá,
e abala o que o agora permite que exista.
Põe abaixo pontes puras,
construídas com a alma,
construídas com a calma,
com todo o poder de um ser.
O medo faz monstros invisíveis parecerem materializados,
faz passos certos parecerem errados,
faz empecilhos se estenderem por todos os lados.
Ele trai seu próprio dono,
retira do mesmo o sono,
e se fortalece ano após ano.
O medo traga o ser,
sozinho,
silenciosamente,
sorrateiramente,
sem ninguém para ajudar.
Depois deixa-o abandonado,
desprezado,
agoniado,
sem ninguém para amar.
E o que faremos, diante de tal inimigo?
Asseguro-te: o medo pode ser destruído.
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(Medo; Dayenne Vieira)

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