São
pensamentos
Incontroláveis,
insaciáveis,
Indiscutíveis,
intermináveis.
Assombram,
preocupam,
Abalam a
minha sanidade.
Tento
desfazê-los,
Mas de nada
adianta.
Controlá-los-ei
Ou
controlar-me-ão.
E quando
digo-lhes
Que vão para
longe de mim,
Eles dizem
que não.
Não é
delírio, não é imaginação,
É
inconsciente e indiferente.
Quando penso
que já findaram
Entro em
minha memória,
E lá os
encontro.
Meus
pensamentos debatem-se
Como se
almejassem a liberdade.
São como
gotas d’água separadas do mar.
Mas porque,
se a mim eles pertencem?
Não vejo
solução alguma.
Tenho que
deixá-los livres;
De nada
adianta prende-los em um lugar
Em que para
nada servirão.
Só fazem
machucar, preocupar,
Ofender e
matar.
Após terem me
matado por dentro,
Vagueiam por
aí,
Sem rumo, sem
causa,
Sem ao menos
saber o que irão encontrar.
Vagueando por
uma estrada
Que parece
não ter fim,
Conseguem ver
ao longe
Um brilho,
uma luz,
Brilhando, brilhando,
Como se os
chamassem.
Continuam
andando,
Até que lá
chegam.
Percebem
então o motivo
De toda
aquela caminhada,
De toda
aquela força,
De toda
aquela insaciedade.
Encontramos,
enfim,
O caminho
para a felicidade!
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(Pensamentos; Dayenne Vieira)

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