12 de novembro de 2013

Pensamentos

 São pensamentos
Incontroláveis, insaciáveis,
Indiscutíveis, intermináveis.
Assombram, preocupam,
Abalam a minha sanidade.
Tento desfazê-los,
Mas de nada adianta.
Controlá-los-ei
Ou controlar-me-ão.
E quando digo-lhes
Que vão para longe de mim,
Eles dizem que não.
Não é delírio, não é imaginação,
É inconsciente e indiferente.
Quando penso que já findaram
Entro em minha memória,
E lá os encontro.
Meus pensamentos debatem-se
Como se almejassem a liberdade.
São como gotas d’água separadas do mar.
Mas porque, se a mim eles pertencem?
Não vejo solução alguma.
Tenho que deixá-los livres;
De nada adianta prende-los em um lugar
Em que para nada servirão.
Só fazem machucar, preocupar,
Ofender e matar.
Após terem me matado por dentro,
Vagueiam por aí,
Sem rumo, sem causa,
Sem ao menos saber o que irão encontrar.
Vagueando por uma estrada
Que parece não ter fim,
Conseguem ver ao longe
Um brilho, uma luz,
Brilhando, brilhando,
Como se os chamassem.
Continuam andando,
Até que lá chegam.
Percebem então o motivo
De toda aquela caminhada,
De toda aquela força,
De toda aquela insaciedade.
Encontramos, enfim,
O caminho para a felicidade!

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(Pensamentos; Dayenne Vieira)

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