16 de dezembro de 2013

Choque. Ódio?

Sou interrompida por uma série de soluços e não consigo completar minha frase.
Mary me observa. Apreensiva. Melancólica. Com empatia.
- Por favor, Mary. - Eu gaguejo. - Apenas me diga o porquê... Porque você mentiu para mim? Porque?...
- Hum... Algumas coisas precisam permanecer guardadas... - Ela para um segundo. Fita o chão, e volta-se novamente para mim. - É a lei da vida, Ayla.
- Não acredito que a vida seja a culpada. Ela é a culpada por muitas coisas. Pelas perdas, por exemplo. Mas ela não é culpada pelas mentiras que as pessoas contam. Não existe essa coisa de "lei da vida". Você escolhe mentir, a vida não te obrigada a isso.
Eu encaro Mary. Seu olhos lacrimejando. Seus lábios tortos, contendo um choro.
Eu não posso.
Não consigo mais.
Vou explodir a qualquer momento.
Não posso deixar isso acontecer.
Eu me viro, ignorando completamente a presença de Mary, e vou em direção à porta.
Eu gostaria de ficar. De esperar pela resposta de Mary. Esperar pelo temido porquê. Mas eu simplesmente não posso. Não posso deixar que esse choque dentro de mim transforme-se em ódio por uma pessoa que foi tão importante. Que apesar de tudo, é importante para mim.
Eu não quero isso.
Então eu simplesmente bato a porta e me vou. Todo o meu eu dissolvendo-se em lágrimas.

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