Meus olhos lacrimejam com o vento incessante.
Olho ao meu redor e percebo:
Estou cercada por labirintos.
À minha direita, à minha esquerde, em frente a mim.
De todos os lados.
Fico atordoada por não poder sair daqui, fugir daqui.
Não porque os labirintos são confusos demais.
Não porque estou cansada de tanto procurar a saída.
Mas sim porque, simplesmente, não consigo entrar em um labirinto sequer.
Eu busco a entrada em todos eles. Todos.
Porém, tais entradas não existem.
Ou melhor, não posso enxergá-las.
Estou aqui.
Parada no meio do nada.
Cercada por labirintos impenetráveis.
Minha única saída é sentar e esperar que um deles revele sua entrada a mim.
Isso requer tempo e paciência.
É quase uma questão de fé.
Quer saber?
As pessoas são como labirintos impenetráveis.
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(Labirintos Impenetráveis; Dayenne Vieira)
