Dean está amistoso como sempre. Ele parece ter ignorado minha atitude indesculpável de semana passada.
- Estou sim. - Digo sorrindo. - Obrigada. E, hum... Me desculpe... Por minha atitude na semana passada. Fui muito ignorante com Mary e com você também. Eu... Eu fui uma idiota. Me desculpe, Dean.
- Tudo bem. - Ele sorri. - Acontece. Sabe, todos têm dias ruins. O importante é você não deixar se abater por eles. Certo?
- Certo. - respondo, sentindo-me muito melhor do que quando começamos a conversa.
Inesperadamente, Dean me abraça, uma de suas mãos apoiada timidamente em minhas costas, a outra em minha cabeça, conduzindo-a até seu peito. Sua cabeça está apoiada levemente sobre a minha. Eu o envolvo com os braços e as lágrimas subitamente embaçam meus olhos. Sinto meu coração apertar, e uma maravilhosa sensação de proteção toma conta de mim. Meu corpo não recebe um choque de alegria tão grande desde que meu irmão era vivo.
- Ei, não é para chorar. - Dean fala, afastando-se um pouco para olhar em meu rosto.
- Você está certo. - Digo, soltando um pequeno e abafado riso. - Vamos. Alguém precisa trabalhar por aqui.
Ele ri, e voltamos aos nossos afazeres.
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Mais um trecho do meu livro. Espero que gostem! :)
Obs: Se você não leu o prólogo do livro, pode ler clicando AQUI.
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