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19 de outubro de 2013

Resenha #11: Cidades De Papel



        Aqui vai a resenha de mais um livro do John Green. Acho que já deu pra perceber o quanto gosto do autor. Mas, vamos ao livro?

Cidades De Papel conta a história de Quentin Jacobsen - conhecido por seus amigos como Q -, um jovem de 18 anos, que possui uma paixão platônica por sua vizinha, Margo Roth Spielgerman, desde a infância, quando costumavam brincar e andar de bicicleta juntos. Porém o tempo passou e as vidas de Q. e Margo seguiram rumos diferentes. Embora ainda sejam vizinhos, Margo é linda e super popular, enquanto Quentin é apenas mais um jovem nerd com poucos amigos.
Um belo dia - ou melhor, uma bela noite - Margo aparece à janela do quarto de Q. vestida de ninja e com o rosto pintado de preto, e o convida - praticamente intima - a participar durante aquela noite em um plano de vingança elaborado por ela. Quentin aceita, é claro, e parte nessa aventura junto com Margo, na esperança de que no dia seguinte, tudo volte a ser como era na infância e que sua linda vizinha finalmente o note. Porém, o que acontece no dia seguinte é totalmente o contrário do esperado por Q. Margo não vai à escola, e fica sabendo que ela está desaparecida. Quentin descobre que Margo deixou para trás algumas pistas e a partir daí, se inicia uma longa jornada em busca do mistério que é Margo Roth Spielgerman. Aos poucos, enquanto procura por Margo, Q. vai descobrindo que ela não era exatamente o que ele achava que era, que ela era humana assim como ele, que ela tinha defeitos e problemas, assim como ele. 


“É muito difícil para qualquer um mostrar a nós como somos de fato, e é muito difícil para nós mostrarmos aos outros o que sentimos.”

Como em todos os livros de Green, a narrativa é impecável, e o ernredo totalmente coerente. As pistas deixadas por Margo e a maneira como Q. desvenda tais pistas, dão o toque inteligente que é característico à escrita do autor. Infelizmente, achei que o autor deixou a desejar no quesito originalidade, no que diz respeito aos personagens. Por exemplo: Quentin me fez lembrar de Miles (de "Quem é você Alasca?"), com toda sua devoção por Margo, assim como Miles tinha por Alasca. Margo me fez lembrar a própria Alasca, com seu jeito "você-não-sabe-quem-sou-eu" de ser. Bem no estilo "menina mistério". Ben, o melhor amigo de Q. me lembrou muito (muito mesmo!) Hassan, de O Teorema Katherine, com seu jeito brincalhão e despreocupado. Mas, antes que perguntem, não, eu não odiei os personagens. Na verdade, eu os amei! Todos eles são maravilhosos, tanto os principais como os secundários, e me apeguei bastante a cada um. Porém acho que poderiam ter sido construídos com mais originalidade. Apenas isso.



"- Nada acontece como a gente acha que vai acontecer."- Verdade. Mas, se você não imaginar, as coisas sequer chegam a acontecer."

De qualquer forma, a trama não deixou a desejar.

        Durante o livro, Quentin cita muito o poema "Folhas de Relva", de Walt Whitman, já que tal poema faz parte das pistas deixadas por Margo. Achei essas citações incríveis e deram muita vida à história. O livro faz com que o leitor, pare e reflita um pouco sobre a vida, sobre a existência em si.


“É como se cada um tivesses começado como um navio inteiramente à prova d’água. Mas as coisas vão acontecendo… as pessoas se vão, ou deixam de nos amar, ou não nos entendem, ou nós não as entendemos… e nós perdemos, erramos, magoamos uns aos outros. E o navio começa a rachar em determinados lugares. E então, quando o navio racha, o final é inevitável.”

Ah, e um ponto bem interessante sobre o livro é o nome. O leitor só descobre o porque do nome "Cidades De Papel" mais à frente na leitura, porém posso dizer com total sinceridade que achei o nome magnífico. A leitura é leve e fluída, mas sem perder a qualidade. O mistério presente no livro envolve o leitor de tal maneira que ele apenas consegue soltar o livro após terminar toda a leitura (isso baseado em minha experiência).



“Só tenha em mente que às vezes o jeito como a gente pensa em alguém não é exatamente o jeito como essa pessoa é. As pessoas são diferentes quando você sente o cheiro delas e as vê de perto.”

Em Cidades De papel, Green desenvolve uma narrativa sobre a vida, as pessoas como seres individuais e as pessoas em geral, como um todo. Cidades De Papel é um livro inteligente e apaixonante, que não deve ficar de fora da lista de leitura dos fãs do autor - e também dos que não são fãs, mas que apreciam um bom Young Adult. 

4 de setembro de 2013

Resenha #7: A Culpa é das estrelas


Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Categoria: Romance

Sinopse:  A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas.


Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar. Mais informações em: http://aculpaedasestrelas.com


Finalmente criei coragem e resolvi resenhar A Culpa é das Estrelas. Li o livro há um bom tempo, mas hesitei em fazer a resenha basicamente por um motivo: Não é nada fácil resenhar um Best-seller. Ainda mais um livro como A Culpa é das estrelas que vem sendo tão comentado ultimamente, um livro tão intenso, que tantos amam. Além disso, existem muitas resenhas do livro espalhadas pela internet.

Mas, como ele é um de meus livros favoritos, e é claro, é obra do "mestre" John Green, não resisti e cá estou eu para resenhá-lo.
O livro é narrado em primeira pessoa por Hazel Grace Lancaster, uma jovem de 16 anos que sofre de câncer nos pulmões. Hazel se vê como uma "granada"  que pode explodir a qualquer momento por causa de sua doença, e por isso não tem amigos (como a própria personagem diz, seu melhor amigo é o autor de um livro, que nem ao menos sabe que ela existe).  Mas tudo muda quando ela conhece Agustus Waters (Gus). Gus é inteligente, atencioso, engraçado e lindo - o garoto perfeito. A partir daí, Hazel vai perdendo seus medos, descobrindo o amor e vivendo de uma forma que antes ela nem mesmo imaginava viver.
O mais interessante da história é que apesar de tratar de um tema tão forte como o câncer, o livro consegue ser super divertido e descontraído. Os personagens tratam a própria doença com tanta ironia e com um certo "humor negro" que me fez rir bastante, e seria ainda mais engraçado se não fosse trágico. É tudo tão intenso que em certos momentos acabava me esquecendo de que os personagens sofriam de câncer, acabava imaginando Hazel sem seu cilindro cilindro de oxigênio (que carregava sempre consigo) e sem os tubos por seu nariz. 
Além disso, o fato de os personagens terem seus filmes, jogos e livros favoritos - e citarem tais elementos com detalhes e constantemente - torna a história bem mais real. A Culpa é das estrelas é um romance incomum e encantador e que fica marcado na memória de quem o lê.
John Green constrói a história com tanta maestria que é impossível parar de lê-la. A escrita e os diálogos são muito inteligentes e o enredo bem construído. Os personagens são incríveis, e me apaixonei por cada um deles. Cada página possui uma emoção diferente e mais forte que a anterior e é até difícil acreditar que o livro não foi escrito por uma adolescente de dezesseis anos de idade.
Ouvi e li algumas opiniões sobre o livro em que disseram que a história é clichê. O que eu acho? Não vi nada de "clichê" na história, e me surpreendi bastante com uma certa reviravolta. E mesmo que a história fosse clichê, e daí? Não me importaria nem um pouco, pois seria o clichê mais cativante, profundo e encantador que já li. Concordo plenamente com a frase de Markus Zuzak, que está na capa do livro: "Você vai rir, vai chorar e ainda vai querer mais."

7 de agosto de 2013

Resenha #2: O Teorema Katherine


Oi pessoal! Bem, primeiro queria me desculpar por não estar postando com frequência aqui no blog. Acabei ficando sem internet e isso me complicou um pouco, mas em breve vou estar regularizando as postagens. 

Agora, vamos a resenha? 

Autor: John Green
Editora: Intrinseca
Categoria: Literatura Estrangeira / Romance


Sinopse: "Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.
Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera."

Bem, de início assumo que achei a história um pouco sem graça, talvez por ter lido A culpa é das estrelas pouco tempo antes de o Teorema Katherine. Então aí vai uma dica pra quem já leu A culpa é das estrelas e quer ler O Teorema Katherine: Os dois livros são maravilhosos, mas a temática é totalmente diferente, então não esperem que os dois causem o mesmo impacto ou que sejam parecidos.
Inicialmente, cheguei a ficar com raiva do personagem principal, Colin. Achei que ele fosse um personagem superficial e sem graça. Mas ao longo da história, Colin foi me mostrando que ele não era apenas um "prodígio fissurado por Katherines". Ele apenas queria ser alguém, o que apesar de parecer um desejo um pouco egoísta é o que todos nós desejamos.
Também gostei do fato de "o nerd" (ou melhor, ex-criança prodígio) ser o personagem principal da história, não o personagem secundário, o personagem coadjuvante, etc (nada contra personagens secundários ou coadjuvantes). Tenho o meu "lado nerd" e fiquei muito feliz com essa parte da história.
Os outros personagens, como Hassan e Lindesay, contribuíram bastante para a minha boa opinião sobre o livro.
Hassan, um árabe - sim, árabe! - incrivelmente bem humorado e irônico, cumpriu totalmente o seu papel de melhor amigo, e seus diálogos com Colin me divertiram bastante. Quem diria que uma história de amizade entre um árabe e um meio-judeu - sim, meio judeu! - poderia ser tão interessante? Aliás, quem diria que uma história assim poderia existir? Esse é um detalhe maravilhoso de O teorema Katherine: Sua imprevisibilidade.
Há também Lindesay, a garota caipira, sonhadora e divertida, que também me cativou bastante e me fez torcer a seu favor durante todo o livro. Suas conversas com Colin e Hassan, ou mesmo com sua mãe, Hollis, me renderam boas risadas.
O desenrolar da história é leve e nada cansativo, já que os diálogos e acontecimentos na pequena cidade de "Gutshot" não deixam que a leitura seja tediosa nem por um minuto sequer. O livro tem um "toque intelectual" na medida perfeita, sem tirar nem pôr.
As notas de rodapé do livro não podem deixar de ser mencionadas, já que são um dos elementos mais interessantes do livro. Admito que nunca vi notas de rodapé tão diferentes e divertidas.
O teorema Katherine pode ser definido como um romance leve e extremamente divertido, mas que não perde o foco da história. Divertiu-me, envolveu-me e me encantou-me. E mais uma vez, John Green conseguiu me impressionar com sua escrita incrível.


Quotes:


"(...) não havia como negar o sorriso dela.


Aquele sorriso seria capaz de pôr fim a guerras e curar o câncer."

Pág. 31


"É possível amar muito alguém. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela."

Pág. 95

"O risco de ser capaz de conquistar qualquer pessoa, é
que você pode acabar escolhendo as pessoas erradas."
Pág. 104

"Não acho que nossos
pedaços perdidos caibam mais dentro da gente depois que eles se perdem."
Pág. 175

"Então, nós todos somos
importantes — talvez menos do que muito, mas sempre mais do que nada."
Pág. 184


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